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JESUS: APRENDENDO A LIDERAR COM O SUPERCOACH – PARTE I

 

Por Ernesto Berg

 

 

Chefiar é fazer os outros fazerem, diz um dos preceitos organizacionais mais consagrados. Liderar, no entanto, vai além disso, porque, como diz outro preceito, é saber como motivar as pessoas fazerem. Liderança, portanto tem duas faces: uma é saber motivar (a si mesmo e aos outros) e a outra é dar o exemplo de conduta e saber conviver com os seus liderados. É o conceito do líder servidor.

Conheço muitos chefes (diretores, gerentes, supervisores) que possuem autoridade formal para mandar, mas não a capacidade de liderar. A autoridade é inerente à função de chefia, mas a liderança é inerente aos que tem competência interpessoal, e isso é mais do que muitos gestores sabem fazer.

 

Perguntei certa vez a um gerente como andava  seu relacionamento com os subordinados.

“Ah, muito bem”, respondeu ele. “ Eles não só me respeitam como também têm receio de mim,” concluiu. Que grande chefe, hein? Confundir liderança com autoritarismo.

Em outra ocasião perguntei ao Superintendente da maior empresa de laticínios de um determinado Estado sulista se ele costumava elogiar seu pessoal quando o serviço era bem feito, ou as metas atingidas.

“Nunca”, disse ele. “Eles foram contratados para acertar, logo não preciso elogiar alguém por fazer algo bem feito, já que estão aqui para isso”, arrematou.

Disse-lhe eu, então:” Suponhamos que o Presidente da empresa viesse à sua sala e o parabenizasse calorosamente por você, e seu pessoal, terem superado as metas do semestre, você gostaria disso?”

“Claro, é sempre bom saber que o chefe aprecia o meu trabalho”, respondeu o Superintendente.

“Então por que não faz o mesmo com o seu pessoal?”, respondi. “Certamente eles gostariam muito de ouvir um elogio merecido também”.

Isto pegou de surpresa o executivo. Percebi que ele estava pensando enquanto coçava o queixo. E a resposta veio rápida: “Só tem um detalhe”, disse-me ele. “O Presidente da companhia jamais me elogiou nesses 4 anos que eu aqui trabalho”, rebateu o Superintende, aliviado em poder dar uma resposta convincente.

“Talvez seja esse o seu maior equívoco”, retruquei. “Você tomou por base o comportamento do seu chefe e utilizou-o como modelo. Aliás, um mau modelo, porque os seus subordinados estão sofrendo com essa atitude”, continuei. “Um elogio sincero e no momento certo pode fazer maravilhas”, prossegui. “Seria muito bom se você passasse a fazê-lo com seus comandados, independente do seu chefe fazê-lo ou não com você”, arrematei.

 

Coincidência ou não, depois disso ele passou a elogiar as pessoas quando o trabalho era bem feito, o que repercutiu favoravelmente em toda a indústria.

 

O super líder

O maior dos líderes é aquele que transforma pessoas comuns em vencedoras, utilizando técnicas de desenvolvimento de equipe, e dando apoio integral aos indivíduos que a compõem.

Cristo foi o maior dos líderes. Reuniu 12 pessoas simples e despreparadas (os discípulos), com pouco estudo e conhecimento, e os transformou em gigantes da palavra, da ousadia e da espiritualidade. É um caso único.

Diz um ditado que “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos”. Aqui essa verdade é visível, porque Jesus olhou além das aparências. Ele enxergou nos discípulos  seus espíritos e os viu vitoriosos e cheios de força.

E sabe de uma coisa? É assim mesmo que Cristo e Deus enxergam a todos: como vitoriosos e bem-sucedidos. É essa uma das boas novas que Jesus veio anunciar ao mundo. “Em todas

essas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou (Jesus)”. Romanos 8.37

Esse versículo diz que através de Cristo seremos supervitoriosos, pois mais do que uma vitória comum, alcançaremos vitórias abundantes.

                                                                                                                                        

“Posso tudo naquele que me fortalece (Jesus)”, afirma confiante o apóstolo Paulo. (Filipenses 4.13). Quem pode incutir tanta fé e coragem aos seus comandados senão um autêntico líder? O exemplo partiu do próprio Jesus, que não se negou a nada ao auxiliar o povo e as pessoas que vinham conversar com ele. Ele é a própria dádiva e benção personificada, servindo e edificando vidas. Incutiu-nos fé e vigor.

“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” 1 João 5.4 

                                                                                                                                                       O apóstolo João resumiu tudo: a fé vence o mundo, isto é, a convicção interna no poder de Deus (fé)  vence as circunstâncias e as aparências (o mundo).

Nada foi tão avassalador na mensagem de Cristo do que o poder que a fé tem sobre todas as circunstâncias e situações. Nada detém a fé, pois é aqui que o poder de Deus se manifesta de maneira muito particular e especial.

 

Movendo montanhas

“Tende fé em Deus, porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito.”  Marcos, 11. 22 e 23.

Esta afirmação de Jesus é, talvez, a mais conhecida de toda a Bíblia e, certamente, também a mais divulgada. É o toque de mestre de Cristo no que tange ao poder da fé em ação e, ao mesmo tempo, o que mais identifica o cristianismo em relação às demais religiões.

Todas elas mencionam a fé com um dos baluartes do poder de Deus, mas nenhuma a pratica  com tal intensidade e desassombro como os cristãos.

 

O monte significa os obstáculos e impedimentos para atingir-se algo. A fé alicerçada em Deus  remove entraves e barreiras, e faz com que coisas improváveis e impossíveis aconteçam. Note entretanto, que Cristo não fala que a simples fé move montanhas. Ele é claro em dizer que deve-se afirmar  ao monte (empecilho) que se mova da frente e se atire ao mar.

Aqui, o Supremo Empreendedor dá a fórmula para tornar-se vencedor em qualquer área da vida.

1. “Tende fé em Deus”, isto é, acredite incondicionalmente na Onipotência Divina, que não falha.

 

2. “Qualquer que disser a esse monte: Ergue-te e lança-te no mar”, significa qualquer pessoa, independente de raça, sexo, nacionalidade, religião que disser ao obstáculo, isto é, dirigir-se ao problema através da palavra pronunciada (não escrita ou mentalizada) para desaparecer de sua vida,

 

3. “E não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz”, ou seja, não olhar para as aparências e circunstâncias, mas manter-se firme no seu propósito qualquer que seja, 

 

4. “Tudo o que disser lhe será feito”, ou por outra, tudo o que afirmar acontecerá de fato, pois Deus proverá anjos, pessoas ou situações para que ocorra conforme dito, pois “lhe será feito.”

Cristo neste caso não diz para serem feitas orações intermináveis e repetitivas, mas afirma que temos de dizer (determinar) em alto e bom som para que a situação indesejável seja removida. Isso vale para qualquer área da nossa vida, seja na saúde, nas finanças, trabalho, proteção, relacionamento etc. Fundamentado no poder da Palavra e crendo na sua ação, as coisas acontecem não importa a conjuntura.

 

Começando de onde está: panquecas caseiras

Tim Redmond é um renomado consultor norte-americano na área econômico-financeira. Iniciou seu próprio negócio com apenas três pessoas, e hoje sua empresa conta com mais de 300 funcionários, com uma receita anual de centenas de milhões de dólares.

Além de próspero empresário ele tem outra atividade: dar palestras públicas ao redor do mundo sobre sucesso financeiro, prosperidade e êxito nos negócios com base nos preceitos da Bíblia. Para quem lê inglês o seu site é www.redmondleadership.org onde poderá acompanhar e conhecer suas palestras e atividades na formação de líderes cristãos.

                                                                                                                                  

Tim vem regularmente ao Brasil e, certa ocasião, assisti a uma de suas excelentes palestras. Foi para mim um grande aprendizado, pois ele mistura informações técnico-profissionais com a palavra fundamentada na Bíblia e o faz de forma muito descontraída e bem-humorada.

 

Na palestra que eu presenciei ele narra um fato incomum ocorrido com uma mulher de Costa Rica, América Central. Um pastor de uma pequena e pobre comunidade do interior desse país exortou os membros de sua igreja a prosperarem em seus negócios, firmado nas promessas bíblicas de que a fé na Palavra garante sucesso nos empreendimentos.

Entregou então pequenas somas – quase simbólicas-  em dinheiro a cada membro, afirmando que esse investimento inicial seria multiplicado muitas vezes, desde que as pessoas aplicassem com zelo as suas habilidades nos negócios. Para sua surpresa uma humilde senhora presente ao culto recusou essa pequena dádiva.

 

“Por que não quer receber esse dinheiro?” perguntou o reverendo.

                                                                                                                                                     

“Porque eu não tenho nenhuma habilidade. Não sei fazer nada”, respondeu a mulher.

 

“Mas deve haver algo que a senhora saiba fazer”, falou o pastor.

 

“Não, não sei fazer nada”, disse ela.

 

“Mas algo você certamente sabe executar”, insistiu ele.

 

“Não, eu já disse”, retrucou a mulher entristecida. “Sou uma pobre viúva com três filhos para criar, sem dinheiro, sem habilidades, e nada de útil eu sei fazer. A única coisa na qual me “viro” são as panquecas”, concluiu ela.

 

“Ah, então a senhora faz panquecas?” replicou o pregador. “As panquecas são gostosas?”

 

“Bom, eu não sei dizer”, respondeu ela. “Os meus filhos pelo menos gostam, pois sempre comem tudo”.

 

“Bem, então a senhora faça exatamente o que vou lhe dizer”, arrematou o pregador. “Pegue o dinheiro que estou lhe dando e compre os ingredientes necessários para fazer as panquecas. Dê a metade aos seus filhos para comerem, e a outra metade a senhora venda aos vizinhos”

 

Foi a que a mulher fez. No dia seguinte sobressaltada ela voltou à igreja e disse ao reverendo:

“Vendi todas as panquecas, pastor. As pessoas gostaram tanto que querem comprar mais.”

 

“Ótimo”, disse ele. “Com o lucro das panquecas compre mais ingredientes e as venda novamente.”

 

Assim, lentamente, passo a passo, a senhora foi reinvestindo o pequeno lucro das vendas na fabricação caseira de mais e mais panquecas, até transformar-se mais tarde em um empreendimento de médio porte. Teve ela, então, que comprar um pequeno galpão para expandir seu negócio o qual, após alguns anos, acabou por tornar-se em um amplo empreendimento, ensejando emprego para mais de uma centena de pessoas.

 

O resultado disso foi que a comunidade teve um grande impulso desenvolvimentista, propiciando a instalação de outras indústrias no local, a ponto de o governo de Costa Rica se interessar no modelo de empreendedorismo aplicado na pequena aldeia. Assim, o governo solicitou que os empresários locais ensinassem às outras comunidades do país a administrar e prosperar em seus negócios. Aquela pobre viúva de antigamente, é hoje uma mulher rica e dona de uma sólida indústria de alimentos.

 

O importante aqui é frisar que Deus sempre dá alguma habilidade a cada pessoa, não importa qual habilidade seja, ou quão simples aparente ser. O que eu desejo enfatizar é que usando o talento que possui, aliado à perseverança e, sobretudo, com fé e disposição, cada ser humano                                                                                                                  tem garantido o sucesso em seu campo de atuação.

“Antes, te lembraras do Senhor, teu Deus, que ele é que te dá força para adquirires poder (riquezas)”. Deuteronômio 8.18.

A palavra poder, força, no versículo acima é tradução do hebraico koach que significa vigor, energia, capacidade, poder, riqueza. O sentido dessa passagem bíblica é que Deus lhe dá habilidade, competência e recursos para ter sucesso e vitória em seus empreendimentos, pois prosperidade faz parte das bênçãos divinas outorgadas aos seres humanos.

 

O marketing de Jesus

Marketing, numa visão ampla, é definido como a distribuição, venda e propaganda de bens e serviços. O consultor americano John Jantsch dá um conceito mais específico de marketing que eu achei muito interessante: “Marketing é levar as pessoas que têm uma necessidade ou problema específico a conhecerem, gostarem e confiarem em você.”

 

Essa definição se aplica a Cristo. As parábolas que ele contava, as curas que realizava, os ensinamentos que transmitia evidenciavam seu interesse em chamar atenção da platéia para a nova realidade que ele pregava: a proximidade do Reino dos Céus, e a de que cada pessoa, sem exceção, tem o Senhor habitando em seu íntimo.

Os milagres praticados por ele visavam exatamente isso, chamar atenção para a sua mensagem. “Se não virdes sinais e milagres, não crereis.” João 4.48 Com essa atitude Jesus despertava a atenção sobre si e criava um vínculo de fé e confiança em relação a sua pessoa.

Jesus não encarava o poder de cura, sinais e maravilhas com sendo o maior objetivo. Eles tinham muito mais a intenção de fazer com que os receptadores dos milagres e as pessoas que os testemunhavam passassem a ter fé em Cristo e sua mensagem.

 

Posteriormente os discípulos foram também dotados, por Jesus, do poder de realizar curas e milagres, que acabou sendo uma das molas mestras da divulgação do evangelho (a boa nova).

Não obstante todas as pessoas terem o direito de usufruir das bênçãos e milagres preconizados pela Bíblia, o objetivo maior de Jesus sempre foi a salvação do ser humano e o estabelecimento de sua comunhão com Deus. “Ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas essas coisas.” João 6.33 – (NTLH)

                                                                                                                                                    

Trecho extraído do livro O Maior Empreendedor do Mundo, de Ernesto Berg.

Reprodução autorizada desde que citada a autoria e a fonte.

 

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