imagem

 

 

 

     

 

 

 

JESUS: APRENDENDO A LIDERAR COM O SUPERCOACH – PARTE III

 

                                                         Por Ernesto Berg

 

 

O líder educador: Pedi e recebereis

Cristo, o líder educador, ensinou-nos as regras do dar e receber. “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque todo aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e, ao que bate, se abre.” Mateus 7. 7 e 8.

 

Os verbos imperativos pedi, buscai e batei, estão no tempo presente, sugerindo ação contínua e uma atitude positiva, confiando na resposta do Pai. Portanto, não é preciso chorar, bater no peito, descabelar-se, fazer orações intermináveis e repetitivas para que se concretize a resposta, mas determinar que isso aconteça. Não estamos mandando em Deus, mas simplesmente pondo em prática uma de Suas leis: primeiro você pede, primeiro você busca e primeiro você bate, depois (e só depois) você receberá, você encontrará e a porta se abrirá. Jesus foi claro: o primeiro passo será sempre seu, pois ele não afirmou que receberemos antes de pedir, encontraremos antes de buscar e a porta se abrirá antes de batermos. É preciso ter fé e confiança absoluta na resposta, pois ela virá com toda certeza

.

Para entendermos que Deus nos ama e quer muito nos atender, Jesus estabelece uma sábia comparação: “E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais  vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?” Mateus 7. 9 a 11.

 

Em outras palavras Cristo diz: “Que pai deixaria de atender a um legítimo pedido de seu filho? Se vocês, que são egocêntricos, dão boas coisas aos seus filhos, quanto mais Deus, que é misericordioso e generoso, e não está limitado pelo ego, dará  a vocês o que lhe solicitarem?”

Isto vale para qualquer área de sua vida. Não importa a necessidade ou carência, sendo legítima (isto é honesta, ética, sem interferir nos direitos alheios) a solicitação será atendida.

 

O caso do Banco Estatal: Ato I (o início)

Exemplo disso ocorreu comigo há alguns anos. Em um dos trabalhos que eu fiz para a Associação Nacional de Bancos, cuja  sede é Brasília, fui enviado a São Luis, do Maranhão.

Assim, durante 1 ano ministrei mais de 30 cursos para 150 gerentes administrativos e de negócios, do Banco do Estado do Maranhão. Eram treinamentos de negociação, administração do tempo, liderança, gerência eficaz, processo decisório, gestão organizacional etc.

 

Duas vezes por mês, eu viajava a São Luis, distante quase 4 mil quilômetros de Curitiba, num vôo que durava 7 horas (com escala no Rio de Janeiro e Brasília), onde permanecia uma semana de cada vez. Frequentemente eu saia de Curitiba com a temperatura beirando 5° centígrados e, 7 horas depois, desembarcava em São Luis com os termômetros marcando

35 °. A mesma diferença de temperatura acontecia comumente na volta.

 

O trabalho para o Banco foi, para mim, muito gratificante e aprendi bastante com o povo acolhedor e simpático do Maranhão, porém a labuta revelou-se extremamente extenuante, em                                                                                                                                                   

função das longas viagens, das temperaturas desencontradas e, sobretudo, pelo grande número de cursos e de pessoas treinadas, que aconteciam em seqüência constante e ininterrupta. Voltando à minha cidade, eu tinha também que dar conta de uma série de palestras, cursos e consultorias, maior parte deles implicando em viagens no Sul e Sudeste do país.

 

Confiante, eu deixava a minha vida e meu trabalho fluir inteiramente sob a proteção de Deus, e Ele certamente abençoou-me muito, pois, não obstante toda a correria que isso provocou,  todas as viagens e trabalhos, durante esse período, transcorreram sem quaisquer dificuldades ou percalços por todo o país, o que por si só já era um milagre e uma benção.

Foram mais de 40 viagens ao Nordeste naquele ano de 1994.

Não obstante, após o sexto mês de trabalho no Maranhão, o cansaço começou a tomar conta de mim e, num belo sábado a tarde, quando encontrava-me em casa, acabei perdendo momentaneamente os sentidos, “apaguei”. Foi um admirável e sonoro tombo, e lá estava eu estendido no chão. Fui levado às pressas por minha esposa, Antonia, ao hospital, e o diagnóstico do médico foi rápido e objetivo: cansaço e stress, por excesso de trabalho.

E a solução dada pelo doutor foi ainda mais rápida e contundente: necessidade urgente de repouso e, sobretudo, de férias.

O único problema é que eu tinha ainda pelo menos 5 meses de contrato de trabalho pela frente, e eu teria de viajar a São Luis, no dia seguinte, domingo.

Qualquer interrupção poderia provocar sérios problemas no andamento de todo o projeto, do qual muito a Diretoria do Banco esperava, sem falar na quebra de confiança que isso acarretaria em relação a minha pessoa.

Agradeci ao doutor pelo excelente, mas inaplicável conselho. À noite fiz as minhas orações a Deus pedindo forças e proteção por aquilo que eu ainda teria que enfrentar e, no dia seguinte, meio desconjuntado, lá estava eu viajando a São Luis novamente.

 

Segunda-feira, ao iniciar o  treinamento, não me sentia nada bem e, de manhã, a certa altura, tive a impressão de que eu estava próximo de outro “apagão”. Por coincidência era o momento de um estudo de caso em grupo que levaria cerca de 30 minutos para ser resolvido pelos gerentes. Assim que os grupos se reuniram, fui a uma sala reservada ao lado e tranquei-me lá, sentindo-me combalido. Falei a Deus: “Pai, assim não dá, não estou me sentindo nada bem. E eu não sei como fazer para poder levar a bom termo esse treinamento. Se Tu não agires imediatamente, vou ter um “xilique”. Mas Tu és o médico dos médicos e tens o poder de sarar-me agora mesmo. Em nome de Cristo dá-me total força e energia, e que eu seja  curado instantaneamente de todo o mal que sinto agora, e que a cura seja definitiva e completa, sem qualquer sequela. Obrigado por atender-me prontamente, pois a Tua Palavra e o Teu Poder não falham nunca. Amém”.

 

A Bíblia diz que “Deus é o nosso  refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.” Salmos 46.1 Era nisso que eu confiava quando orei a Deus. Imediatamente senti uma forte onda de energia e alento tomar conta de todo o meu corpo, da ponta da cabeça à planta dos pés e, em questão de segundos, eu estava completamente revitalizado e renovado. A partir desse dia nenhum mal estar, por menor que fosse, acometeu-me, durante todos os trabalhosos meses que se seguiram, até concluir todo o projeto com o Banco e também as demais atividades com as outras empresas.

Sentia-me, literalmente,  com uma força inesgotável, porque depositei incondicionalmente toda minha confiança em Deus e a certeza de que Ele estava gerenciando por inteiro todo o trabalho que eu vinha executando. Não por acaso o profeta Isaías diz: “Mas os que esperam

(confiam) no Senhor renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão.” Isaías 40.31 

 

O interessante é que no terceiro mês nos trabalhos, o chefe do setor de treinamento do Banco contou-me que eu não era o primeiro consultor de empresas a assumir essas atividades. Dois consultores anteriores, que haviam tentado levar em frente o projeto (cada um a seu tempo), desistiram logo no início, devido à dimensão da tarefa e às grandes dificuldades por eles encontradas na sua operacionalização.

Mas quando você confia no Poder Divino não existem barreiras ou obstáculos. Ele está ali para protegê-lo, sustentá-lo e guiá-lo em todos os momentos e lugares por onde andar. Ele age rápido, quando a necessidade é premente, e quando você deposita confiança irrestrita em seus cuidados. Logo, é bom ficar embaixo da asa do Senhor, pois para Ele nada é impossível. Afinal, Ele comanda tudo, e quem se prender à sua Palavra terá a garantia do sucesso, pois Cristo afirmou categoricamente: “Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê.” Marcos 9.23

 

A lei da reciprocidade: Daí e ser-vos-á dado.

“Daí e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.” Lucas 6.38.

 

Existe a lei universal da reciprocidade divina que é: você dá e Deus lhe dá de volta. Quando você planta uma semente, a terra dá a colheita. Quando deposita dinheiro num banco, o banco devolve com juros. Dá amor, recebe em troca amor. Dá alegria recebe alegria. Isso é recipro-

cidade. Entretanto muitas pessoas querem algo, sem dar em troca. Elas sabem perfeitamente que no sistema do mundo as coisas não acontecem desse jeito. Mas esperam que Deus lhes envie algo, mesmo quando nada investiram no Reino de Deus. Como alguém pode querer algo sem ter semeado antes? Se você não está investindo seu tempo, talento, compromisso e seu dinheiro, por que espera algo em troca?

Primeiro é preciso honrar o mandamento de dar. A prosperidade começa com investimento. Dar e receber caminham lado a lado.

 

Conheço uma senhora idosa, viúva, cuja única fonte de rendimento é o salário de pensionista do marido, falecido há mais de 25 anos. Há muito tempo ela tem o hábito de auxiliar  pessoas em dificuldades econômicas, livrando-as de sérios problemas financeiros. Tem sido também uma constante mão amiga para parentes e amigos que se encontram deprimidos e desanimados. É dizimista e ofertante fiel na Igreja onde comunga.

 

Ela não pára de dizer que diariamente (e muitas vezes por dia) agradece a Deus por tudo que tem e pela oportunidade de poder auxiliar as pessoas. Ela agradece a Deus pela família maravilhosa que tem, pela neta maravilhosa que tem, pelos parentes maravilhosos que tem, pelos amigos maravilhosos, pelo seu apartamento, por sua perfeita saúde, pela alegria e felicidade que desfruta diariamente. Posso afirmar, sem receio de errar, que ela é uma das  pessoas mais felizes que conheço. E felicidade, hoje em dia, é um artigo raríssimo.

Ela mesma contou-me que quando acorda de madrugada para ir ao banheiro, não pára de agradecer a Deus por tudo que tem. Aos 80 anos de idade sente-se plenamente realizada em tudo, mesmo sendo viúva a tanto tempo.

 

Ela recita freqüentemente o Salmo 103.1 a 4, algo que todos nós também devemos  fazer diariamente: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. É ele que perdoa todas as tuas iniqüidades e sara todas as tuas enfermidades; quem redime a tua vida da perdição e te cobre de benignidade (bênçãos) e de misericórdia (graça).”

 

Devemos gastar nosso tempo contando nossas bênçãos, e não dando força às nossas queixas. Há pessoas que escrevem seus benefícios e graças recebidas na areia, e seus prejuízos e mágoas sofridas são esculpidas na rocha.

Um aspecto muito interessante a respeito dessa senhora: nunca lhe falta dinheiro. Na verdade ela tem muito mais do que o suficiente. Deus provê a ela constantes recursos financeiros de fontes inesperadas, como, por exemplo, de antigas causas na justiça e de outros recursos a que ela tem direito, mas que aparentemente jamais lhe seriam pagos. Realmente Deus provê a todos os que se entregam e Ele, e confiam na lei da reciprocidade.

 

Note que quando Jesus disse: “Daí”, ele também disse: “e ser-vos-á dado.” Só quando damos podemos esperar que, ao estender a mão, receberemos a colheita. E Jesus disse que essa colheita seria de “boa medida, recalcada, sacudida e transbordante.”  Nós damos como se fosse a Deus e recebemos como se fosse de Deus, pois Ele coloca o Universo nesse processo. Mas você deve permanecer atento em todas as ocasiões sobre as diferentes maneiras como Deus irá retribuir. Deus é especialista em milagres, e os milagres estão vindo em sua direção ou passando próximo de você o tempo todo. Estenda a mão e pegue-os.

 

A retribuição divina pode vir a você em forma de uma idéia, de uma oportunidade, de um convite, de um telefonema inesperado, de um versículo bíblico. Fique alerta para as maneiras que Deus pode escolher para entregar-lhe sua colheita.

  

A lei da reciprocidade II: faça aos outros

Palavras do grande líder: “E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira fazei-lhes vós também.” Lucas 6.31 Quer paz e prosperidade? Dê antes paz e prosperidade. Quer amor e proteção? Dê antes amor e proteção. Quer ajuda? Dê então ajuda.

 

Existe sabedoria aqui. Você recebe o que dá, tanto para o bem quanto para o mal. O primeiro passo é seu. Logo, se houver um entrave ou impasse, eles terão que ser quebrados por

alguém. Que seja você esse alguém a anulá-los. Isso não ocorrerá se houver excesso de orgulho ou de rancor, o que poderá levar a situações desastrosas. Cristo vai além: “E, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam.” Lucas 6.32. Portanto, conclui Jesus, que mérito tem fazer o bem a quem já o faz a você? Fica meramente na base da troca, onde “uma mão lava a outra”.

 

É preciso grandeza espiritual para romper o círculo vicioso do interesse pessoal e passar a pensar nos outros, e fazer por eles o que gostaria que fizessem por você.

As pessoas querem ser beneficiadas em todas as áreas de sua vida, mas a maioria se recusa a ser um benefício aos outros. Querem usufruir os bônus, mas não desejam arcar com os ônus.

Quando ouvimos a Deus e seguimos sua orientação o final será sempre feliz, não importa o mau início que possa ter havido, ou o quanto relutamos em obedecê-lo. A nós cabe o bom senso e a humildade de cumprirmos com a nossa obrigação e fazermos o que sabemos que é certo e justo. Não por acaso a Bíblia diz: “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará.” Salmos 37.5

Entregue conscientemente seus planos a Deus e, paralelamente, faça a sua parte. Mas esse tipo de ajuda não virá automaticamente; o auxílio só virá se você requerê-lo a Deus, e confiar em Sua ação.

                                                                                                                                                 

Certa ocasião li o e-book “The Gratest Money-Making Secret in History”, do consagrado marketeiro americano Joe Vitale. Não sei se o livro foi traduzido para o português, mas a versão do título seria algo como “O Maior Segredo da História de Como Fazer Dinheiro”.

Sabe qual o grande segredo do qual o livro fala? Talvez você já tenha adivinhado: “Dê para receber”. O autor, um dos mais respeitados e bem-sucedidos profissionais americanos em internet marketing, menciona com todas as letras que o negócio dele expandiu-se brutalmente a partir do momento em que ele deu gratuitamente grandes quantidades de livros seus, além de palestras e consultorias gratuitas. Ele sabia que “é dando que se recebe”, e apostava suas fichas nisso. O resultado não demorou a aparecer, e logo sua carreira foi grandemente alavancada. No seu livro ele dá várias  dicas de como proceder.

 

Trecho extraído do livro O Maior Empreendedor do Mundo, de Ernesto Berg.

Reprodução autorizada desde que citada a autoria e a fonte.

 

PARA LER A PARTE I DO ARTIGO JESUS: APRENDENDO A LIDERAR COM O SUPER COACH CLIQUE AQUI

 

PARA LER A PARTE II DO ARTIGO JESUS: APRENDENDO A LIDERAR COM O SUPER COACH CLIQUE AQUI

 

PARA LER A PARTE IV DO ARTIGO JESUS: APRENDENDO A LIDERAR COM O SUPER COACH CLIQUE AQUI

 

 

 

a

 

 

imagem

 

 

imagem

 

imagem

 

imagem

 

imagem

 

imagem

 

imagem

 

imagem

 

imagem

 

imagem

imagem