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CRISTO: O PODER DA MOTIVAÇÃO – PARTE III

 

Por Ernesto Berg

 

 

 

Sua autoestima está em baixa?

Respondendo ao escriba que perguntou a Cristo qual o maior dos mandamentos, este afirmou

sabiamente que o primeiro de todos os mandamentos é amar a Deus de todo o teu coração e de todo o teu entendimento (Marcos 12.30). E em seguida disse: “E o segundo (mandamento) semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes (dois).” Marcos 12.3

 

As atitudes de amar e ter fé são as que mais permeiam todo o Novo Testamento, enfatizados por Jesus e seus apóstolos. Mas aqui eu não quero falar sobre o amor e a fé, que já são mencionados em muitas outras partes deste livro.

 

O que desejo ressaltar aqui é algo que a grande maioria das pessoas ao lerem a Bíblia não percebem ou esquecem. Jesus falou “amarás ao próximo com a ti mesmo”. Ele não disse “amarás ao próximo mais do que a ti mesmo”, nem “amarás ao próximo menos do que a ti mesmo”, ou “amarás ao próximo e detestarás a ti mesmo”. Ele disse “amarás aos outros tanto quanto a ti mesmo”. O amor que sentimos por nós mesmos (não o egoísmo, nem o personalismo) é parte essencial para que Deus possa trabalhar em nossa autoestima e mostrar-nos nosso valor como pessoa. Ninguém pode fazer feliz aos outros se não for feliz primeiramente. Ninguém pode exigir que o tratem com respeito, se não respeitar a si próprio em primeiro lugar.

 

Eis duas coisas que poderá fazer imediatamente para aumentar a sua autoestima.

1°) Ame-se, pois a essência de Deus habita em você (vós sois  o templo de Deus e o Espírito de Deus habita em vós -1 Coríntios 3.16), respeite-se e trate a si mesmo com dignidade e consideração.

2°) Trate os outros com o mesmo amor e respeito, pois o mesmo Espírito de Deus que habita em você também reside nas demais pessoas, mesmo que a maioria talvez não saiba disso, pois ignoram a sua real identidade.

 

A vida criada por Deus é um universo de vasos comunicantes ligados pelo mesmo princípio: o amor de Deus (Deus é amor – 1 João 4.16b). Sempre que alguém odiar alguém, estará rompendo o fluxo do amor divino em sua vida, e injetando veneno nos vasos comunicantes.

Injetando, porém, amor, o resultado será a benção de Deus fluindo nesses vasos trazendo harmonia e paz em sua vida e na das demais pessoas, bem como no ambiente que o cerca. 

 

Quem é você?

Já se perguntou: “Quem sou eu?” Sou este corpo físico? Ou sou os pensamentos e emoções que residem dentro de mim? Sou, talvez, uma mistura de tudo isso? Ou sou algo  diferente ainda?”

As respostas a essas perguntas tem tudo a ver com a sua motivação em viver de um determinado jeito ou outro e, sobretudo, com os seus valores éticos e espirituais.

 

Muitos pensam: “Se sou apenas este corpo físico, então, ao morrer, tudo acaba. Logo, posso praticar quaisquer atos, pois não haverá “acerto de contas” posteriores.” Esta forma de pensar tem conseqüências catastróficas.

 

Outros pensam:  “Além do corpo físico eu acredito que tenho uma alma e um espírito que sobrevive à morte física, então todas as minhas atitudes e comportamentos serão moldados por essa crença.”

 

As crenças e valores definem os padrões éticos, morais e espirituais pelas quais as pessoas conduzirão suas vidas e, conseqüentemente, influem poderosamente no estado motivacional delas.

As Escrituras deixam claro que somos seres dotados de corpo, alma e espírito.

O apóstolo Paulo diz: “Todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” 1 Tessalonicenses 5.23. 

                                                                                                                                                 

O apóstolo diz que nosso ser é composto de três níveis.

Muitos até acreditam nisso, mas agem como se fossem um corpo físico, que contém uma alma e um espírito, quando é exatamente o contrário: você é um espírito, que tem uma alma e vive em um corpo.

Com o espírito, sua verdadeira natureza, você tem contato com o mundo espiritual (Deus, Espírito Santo, Cristo, anjos).

Com a alma, você tem contato com o mundo intelectual, com os pensamentos, sentimentos e emoções.

Com o corpo, você tem contato com o mundo físico.

 

Esse último é o que costuma predominar na grande maioria de nossas ações e pensamentos. Muito do que pensamos e sentimos vem através do que vemos e ouvimos. Vivemos na dimensão da matéria, que tem “tiro curto”. Se nos pautarmos por ela, viveremos enjaulados e direcionados pelos nossos cinco sentidos, que são úteis para orientar-nos no plano físico, mas péssimos guias quando se trata de conduzir-nos pela vida, pois baseiam-se nas aparências e na exterioridade das coisas. Isto é fruto do deslumbramento e da ilusão que o plano material provoca em nós.

 

A cegueira da nossa origem

Palavras de Cristo: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” João 8.32 É isto que deve motivar-nos em primeira instância: a busca da verdade que liberta, que nos coloca em contato com a dimensão da realidade espiritual.

 

Entretanto, ficamos tão envoltos com os quefazeres do dia a dia, e achamos tudo isso tão natural, que perdemos de vista a visão estratégica do por quê da nossa existência. A vida diária fascina, envolve, motiva, mas também encarcera o indivíduo nas rotinas e picuinhas do cotidiano, a tal ponto, que não percebemos a gaiola na qual estamos presos. É a jaula da ignorância que não permite enxergar nossa origem divina.

Lúcifer é tão astuto que faz as pessoas esquecerem disso, dia após dia, hora após hora, minuto após minuto, tentando insistentemente mergulhar-nos no vácuo do engano e da quimera, através da constante inquietação dos nossos cinco sentidos e através das nossas necessidades físicas e psicológicas.

Ele bate tanto nessa tecla até conseguir o que deseja: a alienação do homem em relação a Deus. A ruptura com a verdade do que ele é. A ruptura com a sua poderosa herança espiritual. Infelizmente muitos são os que se deixam seduzir  pelo canto da sereia e aderem ao jogo das aparências.

 

Os hinduístas denominam a isso de Maia (deusa da ilusão), os budistas chamam de ilusão do mundo, os cristãos de “o diabo, que anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar”. 1 Pedro 5.8  Mas Pedro, também dá a solução, “resisti (vós) firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições (dificuldades) acontecem entre vossos irmãos no mundo.” 1 Pedro 5.9 

 

A cegueira da ilusão: o tapeceiro próspero

Há um conto oriental que espelha bem o poder que a ilusão exerce sobre as pessoas.

 

Um mestre e seu aprendiz caminhavam na floresta quando este perguntou:

“Mestre, o que é a ilusão? Dê-me um exemplo.”

 

“Está bem”, respondeu o ancião. “Mas, antes, vá buscar para mim água no riacho, pois estou com sede”.

 

O aprendiz pegou o balde e prontamente dirigiu-se ao rio. Chegando lá viu uma linda jovem enchendo os cântaros com água. Como eram pesados, o rapaz prontificou-se a carregar os cântaros até a casa da moça. Chegando lá conheceu os pais dela que o convidaram para um chá, a que o aprendiz alegremente aceitou.

 

Simpatizando com o rapaz, os pais da moça ofereceram-lhe um quarto, no fundo do quintal, caso ele quisesse morar na aldeia. Ele prontamente aceitou, e não demorou muito para que o rapaz e a filha do casal se apaixonassem e, após algum tempo, acabaram casando-se.

 

Hábil na tapeçaria, logo o jovem acabou granjeando fama na região, e as pessoas vinham de todas as partes encomendar-lhe tapetes.

Com o tempo o hábil tapeceiro acabou transformando-se num rico comerciante, adquirindo terras e muito gado. Já abastado teve três filhos e a cada dia que passava era mais e mais feliz, pois levava uma vida muito próspera e harmoniosa.

 

Um certo ano chuvas torrenciais ocorreram na região, inundando e devastando tudo ao redor.

Como sua residência ficava próximo ao rio, torrentes de água repentinamente inundaram de madrugada a sua casa, arrastando tudo consigo. Desesperado viu seus filhos e a esposa sendo tragado pelas águas caudalosas sem que ele nada pudesse fazer, pois  também era arrastado pelo rio.

Com muito esforço alcançou uma árvore e conseguiu agarrar o braço de um de seus filhos. Mas a correnteza, muito forte, acabou vencendo e carregou consigo o menino. Angustiado e aflito viu tudo afundar-se diante de seus olhos, a família, a casa, os bens.

 

Muitas horas depois a correnteza e o nível do rio diminuíram  e o atormentado rapaz conseguiu, à duras penas, nadar até a margem, onde deixou-se cair pesadamente. Ficou neste estado por algum tempo, quando ouviu alguém, no interior da mata, clamando: “Água! Onde está a minha água? Estou com sede.”

 

Ele levantou-se e foi ao encontro da voz. Estupefato, o moço viu o seu mestre sentado na mesma posição em que ele o deixara quando anos antes foi pegar água no rio. Ainda combalido disse-lhe:

 

“Perdoe-me mestre por não trazer-lhe a água há tantos anos atrás. É que eu conheci uma moça quando fui apanhar água para o senhor e daí...”

 

Assim, o jovem contou-lhe toda a história, até o momento da tragédia que se abateu sobre ele e sua família.

O ancião ouviu tudo calmamente, então respondeu ao rapaz: “Do momento em que você foi apanhar água, até agora, em que você retornou, não passaram mais do que 30 minutos. Lembra-se de que você perguntou-me o que era ilusão e queria um exemplo? Pois você acabou de ter uma experiência de ilusão agora mesmo. Nada disso que você contou aconteceu de fato, pois tudo não passou de uma fantasia em sua mente. Agora já viu o poder da ilusão e de como ela pode afetar pessoas sem discernimento.”

 

 

Restaurando a verdade

Se não tivermos capacidade de discernimento, a matéria tem o poder de seduzir-nos e enganar-nos, pois é campo de atuação do príncipe deste mundo (o maligno), que é  catedrático no disfarce e na ilusão.

Jesus, o mestre da percepção espiritual, pouco antes de sua crucificação, sabendo o que o estava aguardando, disse aos seus discípulos: “Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo ( o senhor das trevas) e nada tem em mim (isto é, nada tem em comum com a luz que habita em mim). João 14.30.

 

A crucificação e o resgate da humanidade feita por Jesus, o grande líder empreendedor, estava próximo a se cumprir, e com isso, as barreiras da ignorância espiritual e da ilusão estavam prestes a cair. Consumado o martírio, a luz da verdade desfez as trevas da cegueira espiritual, restaurando e recolocando o homem em seu devido lugar, junto a Deus. A grande ilusão, a grande fraude foi, por fim, desbaratada e destruída.

A Verdade prevaleceu: a de que o homem é um ser espiritual que foi criado à imagem de Deus,

que é Espírito. (Gênesis 1.26).

Não se deixe defraudar. Você é a menina dos olhos do Pai, e como tal, tem direitos espirituais e físicos que ninguém pode usurpar-lhe.

Cabe a você colocar isso em prática. Está disposto a tomar posse da herança a que tem direito, ou vai deixá-la esvair-se pelo ralo? Depende só de você.

 

Trecho extraído do livro O Maior Empreendedor do Mundo, de Ernesto Berg.

Reprodução autorizada desde que citada a autoria e a fonte.

 

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