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CRISTO JESUS, E A ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO – PARTE II

 

 

Por Ernesto Berg

 

Valor percebido: quanto Jesus custa?

Em marketing existe um preceito chamado “valor percebido”. Isto significa que um tênis de marca que custa R$ 600,00 ou mais, não necessariamente custa este valor. Custa, na verdade bem menos, no entanto o valor percebido pelo consumidor, por ser uma marca que traz o conceito de qualidade, status, conforto ou modernidade, por exemplo, faz esse tênis valer tanto. E muitas pessoas estão dispostas a pagar esse preço, e até mais, mesmo que tenham que se privar de outras coisas, para poderem adquirir o calçado ou outro produto qualquer que consideram de alto valor.

 

Cabe aqui uma pergunta: Qual o valor que você percebe em Cristo? Quanto ele vale para você? Quanto que as pessoas estão dispostas a pagar por Ele?

Pagar por Jesus significa viver a vida de acordo com os preceitos e princípios renovadores e restauradores para nossa alma, corpo e espírito que ele trouxe à humanidade. Quantos reconhecem isso? Talvez a maioria não reconheça a importância, o poder e o diferencial que isto representa em suas vidas. E sabe por que?

Porque tudo isto, a salvação, a restauração da alma, a vida de vitórias e de plenitude, tudo isto - e muito mais-, nos foi dado por Ele de graça. Veio tudo no pacote da redenção, sem que precisemos pagar por tudo isto.

                                                                                                                                                

Muitas pessoas não acreditam que possa existir algo de tanto valor de graça. “Se for bom,

deve custar muito”, dizem elas, “senão não seria gratuito”. É o velho conceito competitivo e predatório predominante no comportamento humano.

 

Olhe só o que Cristo disse aos discípulos: “Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.” Mateus 10.8

Os discípulos receberam de graça a autoridade para curar e banir o mal, e deveriam realizar o trabalho de Jesus sem receber nada em troca. Um trabalho de qualidade  sem custo para quem o recebia. Só uma alma de quilate divino pode fazer isso.

Por isso, é muito importante estudarmos as palavras e ensinos de Jesus, para podermos entender a grandiosidade de sua missão e o que ele realmente representa em nossa vida, para que possamos atribuir-lhe o real valor que sua incomum mensagem significa para todos nós.

Todavia, decorridos 2.000 anos grande parte das pessoas continua deixando passar tudo em branco, como se o terremoto chamado Jesus não tivesse acontecido, deixando as coisas andarem “piano, piano” em suas vidas espirituais. E o tempo continua passando.

 

Otimizando o uso do tempo I. Caos aéreo e cutucão divino

Em junho de 2006 quando resolvi definitivamente levar a cabo a tarefa de escrever este livro, deparei-me com um problema: a absoluta falta de tempo, em função do meu trabalho como consultor, que me obrigava a viajar incessantemente por todo o país.

 

Eu já havia feito alguns esboços em anos anteriores, mas as tênues tentativas ficaram por ali mesmo. Já no ano de 2.000, um amigo meu, o empresário Sérgio Meister, sugeriu (diria até, insistiu) que eu escrevesse um livro a respeito de Jesus, analisando o seu lado executivo e empreendedor, porque eram relativamente poucas as obras publicadas a esse respeito no Brasil, e quase todas de autores estrangeiros. E Jesus tem muitíssimo a ensinar também sobre esse assunto, disse meu amigo.

Sérgio julgou que eu tinha algo a contribuir a esse respeito, por ser cristão, e por eu ter exercido longamente a função de executivo e também por atuar, há muitos anos, na profissão de consultor organizacional. Concordei com ele, mas não levei a idéia muito a sério, pela minha impossibilidade de tempo.

 

Mas Deus também deve ter gostado de idéia, e começou a cutucar-me, em minha consciência. Eis o diálogo que se travou:

“Filho, (é Deus falando), quando é que você vai escrever o livro sobre o meu filho Jesus, falando do seu lado empreendedor? Ao longo dos anos eu propiciei a você muitos conhecimentos profissionais sobre esse assunto. É hora de dar-me algum retorno.”

“É que o tempo anda curto, Senhor (sou eu respondendo). São muitos trabalhos, muitas viagens etc. e cada dia surgindo mais!”

Deus: “Se é esse o problema, posso arranjar-lhe muito tempo. É só eu fazer cancelar todos os seus trabalhos e compromissos e você terá todo o tempo de que precisa para dedicar-se ao livro.”

Eu: “Não, obrigado, Senhor. Eu preciso desses trabalhos para o “feijão meu de cada dia”. Vou dar um jeito de arranjar tempo.”

Deus: “Está bem, vamos ver, estou aguardando.”

 

Passaram-se uns dois ou três anos e eu mal havia escrito alguns esboços (que acabei extraviando). Nesse meio tempo começou oficialmente o caos aéreo no Brasil. A queda do avião da Gol em 2006, e o acidente do avião da TAM, em Congonhas, em 2007, ceifando centenas de vidas, agravaram ainda mais um quadro que já vinha se deteriorando nos                                                                                                                                              

últimos anos na aviação civil brasileira, fruto da enorme incompetência e desinteresse dos órgãos responsáveis (do governo, empresas aéreas e com a contribuição decisiva dos controladores de vôo) em resolver esse nefasto problema, cujo eterno prejudicado era sempre o passageiro, onde eu me incluía.

 

O coração de Deus deve ter sangrado muito por essas mortes tão tristes e desnecessárias, ainda mais nas circunstâncias em que aconteceram.

Eu experimentei na pele o resultado desse caos aéreo. Somando tudo, nesse período, amarguei centenas de horas de espera em saguões de aeroportos, fiquei noites em claro, varei madrugada adentro aguardando vôos atrasados, ou que nunca vieram, submetendo-me a realocamentos em outros vôos, quando tinha a sorte de consegui-los.

 

Otimizando o uso do tempo II. A solução

Mas o meu compromisso com Deus em escrever o livro continuava, independente das circunstâncias externas. Eu sabia disso e Deus também. Ele voltou a me cobrar, e dessa vez de maneira mais incisiva.

Deus: “Filho, cadê o livro? Você ainda nem começou, depois de nossa última conversa.”

Eu: “É verdade, Pai. Eu estou em débito.”

Deus: “Se em breve você não começar a escrevê-lo, logo, logo, vou designar outra pessoa para isso. Quer perder essa chance e também passar por relapso e incompetente?”

Eu: “Certamente que não, Pai. Mas, veja, agora a situação piorou ainda mais. Além do trabalho que não pára de  aumentar, agora são também horas e horas de espera nos aeroportos.”

Deus: “ O que diz a minha Palavra? ‘Buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas as demais coisas vos serão acrescentadas’ (Mateus 6.33) Lembra desse versículo?”

Que bela bordoada. Bem que eu podia passar sem essa.

Eu:”Sim, conheço bem essa passagem. O que eu devo fazer? Não quero passar por omisso ou mentiroso, mas o meu tempo anda pra lá de apertado.”

Deus: “Vou lhe dizer o que fazer. Entre seus conhecimentos organizacionais, você também ensina e dá consultoria para as empresas em administração do tempo. Certo?”

Eu: “Sim, mas...”

Deus: “Então chegou a hora de aplicar esses mesmos conceitos na elaboração do livro, otimizando o uso do tempo ao extremo.”

Eu: “Hã? Como, Senhor?”

Deus: “Utilize esses longos momentos de espera nos aeroportos, e mesmo nos inúmeros vôos de avião, para escrever o livro. Talvez não sejam os locais ideais, mas Eu vou inspirá-lo e resguardá-lo em meio a esses ambientes inquietantes e tumultuados, enquanto você redige o livro. O que você tem a fazer é começar agora.”

 

Confesso que a princípio não gostei da idéia, e nem mesmo julgava possível executá-la em meio a um ambiente de tanta pressão e correria. Mas havia a promessa do Altíssimo por detrás disso e eu não poderia duvidar dela. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Romanos 8.31

 

Assim, comecei efetivamente a escrever o livro em julho de 2006, começando por este capítulo (Administração do Tempo), no aeroporto Afonso Pena, de Curitiba, entre uma viagem e outra. E sabe de uma coisa? A inspiração e as idéias simplesmente jorravam em minha mente, a ponto de eu não ter tempo de registrá-las todas. Era só entrar no aeroporto ou no avião, que as idéias fluíam ininterruptamente. Aos olhos das pessoas eu deveria estar parecendo algum lunático escrevendo freneticamente páginas e mais páginas de algum misterioso trabalho. As idéias foram tantas, que apenas pouco mais da metade delas foram                                                                                                                                               

utilizadas neste livro. Com o que sobrou daria, talvez, para escrever outro volume.

 

Mais de 60% dessa obra foram escritos nos saguões aeroportuários ou dentro de um avião. E, o mais incrível, o celular que habitualmente não parava de tocar, praticamente ficava mudo nesses momentos, e mesmo assim eu não parava de fazer negócios.  Mas, afinal, havia uma razão para isso: o meu escritório eram os aeroportos e aviões, designados por Deus para otimizar o meu tempo. Deus manteve a promessa de inspirar-me, isolar-me e proteger-me durante esse processo.

 

 

Onde você está investindo o seu tempo?

O que eu aprendi com a experiência relatada acima, é que quando você quer de fato, você realmente arranja tempo, não importa quais sejam as circunstâncias e situações. É uma questão de prioridade. Deus irá apontar-lhe o melhor caminho e de como trilhá-lo. Quem poderia imaginar alguém escrevendo um livro em saguões de aeroportos ou a 10 mil metros

de altitude?

 

Um dos nossos maiores problemas é o de relegarmos quase tudo para o futuro: nossos desejos e aspirações, nossos objetivos e metas, nossa felicidade e alegria. Com isso estamos deixando de viver e dar peso ao presente e esvaziando sempre mais o “agora”. Para a maioria das pessoas, no entanto, quando o futuro vier, as realizações raramente serão do jeito imaginado.

Olhe para a sua própria vida e pergunte-se: “Hoje eu estou melhor do que há 5 anos atrás?” Se não estiver melhor – o que ocorre com mais de 90 por cento das pessoas – o que o faz crer que os próximos 5 anos serão muito melhores?

 

Aqui, novamente, entram em cena as prioridades da nossa vida. Jesus nos dá a resposta correta: “Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.” Mateus 6.33.

Ele é enfático: devemos primeiro privilegiar nosso relacionamento com Deus. Buscai

primeiro o Reino de Deus e a sua justiça (sua Palavra e suas regras) e tudo mais virá em acréscimo: paz, amor, saúde, prosperidade etc. Essa é a maior indicação da relação 20/80 da alta eficácia, não só da Bíblia, como também em toda história da humanidade, porque ela nos dá o ponto focal de tudo: Deus, em torno do qual tudo gravita e se estabelece.

 

Precisamos aprender uma coisa: o mundo não gira em volta de nós. “A menos que alguém tenha bebido demais”, dizem os brincalhões. Como certamente não é esse o nosso caso,  teremos de priorizar, portanto, as coisas na ordem certa: Deus e Jesus.

Então nossos pensamentos terão a lucidez da orientação superior e tomarão o rumo certo, os nossos atos trarão resultados compensadores, nossas palavras terão peso, pois por detrás de tudo estará o embasamento infalível da Palavra.

 

Portanto, cabe aqui, outra vez, a pergunta: “Onde você irá colocar as suas prioridades? No mundo impermanente e nas pessoas que passam como sombras em nossas vidas, ou Naquele que É e sempre Será e que tem todas as soluções efetivas para a sua vida?”

 

O padre Antonio Vieira fala uma grande verdade referindo-se ao homem: “Os vivos são pó levantado; os mortos são pó deitado. Os vivos, vaidosos, são  pó com vento; os mortos, já sem vaidades, são pó sem vento.”

Então, prefere investir no pó e no vento, ou no Criador dessas coisas?

Você decide, a escolha é sua; mas as conseqüências dessa decisão também.

 

Trecho extraído do livro O Maior Empreendedor do Mundo, de Ernesto Berg.

Reprodução autorizada desde que citada a autoria e a fonte.

 

PARA LER A PARTE I DO ARTIGO CRISTO JESUS: A ADMINISTRAÇÃO DO SEU  TEMPO  CLIQUE AQUI

 

PARA LER A PARTE III DO ARTIGO CRISTO JESUS: A ADMINISTRAÇÃO DO SEU  TEMPO  CLIQUE AQUI

 

 

 

 

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